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Artigos · Crédito Rural · Seguro rural

Seguro rural e eventos climáticos extremos: o que fazer quando a seguradora nega a cobertura

Prazo de aviso de sinistro, vistoria e descumprimento do ZARC são as alegações mais comuns para a negativa

Por Júlio César Bandeira · sexta-feira, 9 de outubro de 2026
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Lavoura atingida por evento climático
Lavoura atingida por evento climático · Foto: Andrew Cattoir (Lake Mead National Recreation Area) / Wikimedia Commons (Public domain)

A sequência de secas, enchentes e geadas dos últimos anos aumentou a procura pelo seguro rural e, com ela, as disputas sobre cobertura. Conhecer o contrato antes do sinistro faz diferença.

Aviso de sinistro

A apólice fixa prazo para comunicar o sinistro, geralmente curto. Atrasar o aviso é a causa mais frequente de negativa. O produtor deve comunicar por escrito e guardar o comprovante, ainda que não tenha todos os dados da perda.

Vistoria

A seguradora envia perito para quantificar a perda. O produtor pode acompanhar a vistoria e contestar o laudo, preferencialmente com laudo técnico próprio.

ZARC e tratos culturais

Plantio fora da janela do Zoneamento Agrícola de Risco Climático ou com cultivar não indicada é motivo de exclusão de cobertura. O mesmo vale para a ausência de tratos culturais recomendados, que a seguradora tentará provar pela vistoria.

Negativa indevida

Negada a cobertura, cabe reclamação à Susep e ação judicial. Os tribunais têm afastado negativas baseadas em cláusulas genéricas ou quando a seguradora não demonstra o nexo entre a irregularidade e a perda.

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JC
Júlio César Bandeira — Advogado bancário. Colunista de "Conta Corrente Rural", sobre financiamento e garantias no agro.